Como será a volta às aulas em 2021:



 

Volta as aulas 2021

Crédito: Pixabay.

Crianças e adolescentes do país inteiro, de norte a sul, sabem que, cedo ou tarde, precisarão lidar com o seguinte dilema – como se preparar para a volta às aulas em 2021.

Quando o assunto é assegurar a proteção e a segurança dos pequenos e pequenas, Estado, governo, escolas e pais, todos se mobilizam e pensam com extrema cautela.

Nesse sentido, há muitas dúvidas sobre como será a volta às aulas em 2021.

Sabe-se que, em breve, tal fato ocorrerá. A vacinação foi iniciada, e bastam alguns meses para que todos possam retornar às antigas rotinas, inclusive as crianças.

A volta às aulas em 2021 exigirá, independente da vacinação em massa, série de cuidados e prevenções, de modo a minimizar ao máximo, quaisquer possibilidades de contágio e/ou reinfecção.

1 – Como preparar os filhos para retornarem à escola

A volta às aulas em 2021, deverá ser pensada a partir de dois parâmetros distintos.

Primeiramente, pensar o preparo psicológico da criança, afinal, foi quase 1 ano de confinamento. A criança e o adolescente foram bruscamente separados do ambiente escolar, ficaram distantes dos professores e colegas. Isso afeta o psicológico, a capacidade de aprendizagem, o convívio.

É necessário conversar com a criança abertamente. Faça isso semanas antes do efetivo retorno presencial. Explique que voltará a frequentar a escola, diga que lá as atividades possuem horários pré definidos.

Se 2020 se mostrou um imenso desafio para adultos, tente imaginar a confusão na cabeça de uma criança de 05 anos.

Paralelamente ao preparo psicológico, deve haver o preparo para a prevenção e segurança da saúde da criança. A vacina já está sendo distribuída, mas isso não implica abandonar os cuidados para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.

A criança precisa estar ciente da necessidade de utilizar a máscara, de evitar colocar as mãos em quaisquer lugares e levá-la a boca ou aos olhos, de estar sempre acompanhada de álcool em gel.

De preferência, mande duas a três máscaras, a fim de que a criança faça a troca a cada duas horas, em média.

 

2 – Medidas para a reabertura que devem ser adotadas pelas escolas

As escolas também precisarão se readaptar para a volta às aulas em 2021.

Inicialmente, como o retorno ainda não é definitivo em escala nacional (cada estado possui independência para decidir), não há um plano do Governo Federal.

Em outras palavras, não existem diretrizes e normativas definitivas sobre a volta às aulas em 2021. O que de fato existe, são medidas sugestivas ofertadas pelo Ministério da Educação (MEC), pensadas exclusivamente para a pandemia.

O momento pós-pandemia não foi pensado pelo MEC.

Entretanto, algumas precauções podem ser consideradas como certas:

São regras gerais, que serão alteradas de estado para estado.

No Brasil, a Secretaria de Educação de cada estado possui autonomia para decidir quando será a volta às aulas em 2021, e quais medidas de proteção que a escola deverá adotar.

 

3 – A volta às aulas presenciais é obrigatória?

Não.

Em documento, o Ministério da Educação sugere que as escolas, mesmo retornando ao ensino presencial, continuem a oferecer a possibilidade do ensino remoto ao aluno.

É praticamente garantido que, até o final de 2021, não há previsão de vacinar todos os brasileiros e brasileiras. A vacinação tem se mostrado extremamente lenta, sem previsão de alteração deste quadro até o momento.

Assim, embora os estados e os municípios possam legislar sobre a obrigatoriedade ou não da volta às aulas em 2021, provavelmente, este ano, serão oferecidas tanto a modalidade online quanto a presencial.

Ainda é muito cedo para falar em retorno das atividades escolares com 100% de sua capacidade. Os estados e as cidades que fizeram algum pronunciamento, como a cidade de São Paulo, que irá fazer o retorno lento e gradual, iniciando com 35% dos alunos.

Falar em retorno de caráter obrigatório, a todos os estudantes, possivelmente será apenas em 2022, ou, no segundo semestre desse ano.

 

4 – As escolas estão preparadas para receber os alunos?

Essa é uma questão delicada, especialmente se for considerada a disparidade de condições e estruturas entre escolas públicas e particulares.

Mas, analisando o todo, e deixando a parte situações específicas, as escolas não estão preparadas para receber os alunos. Em diversos aspectos, o preparo é bastante limitado, quando não, inexistente.

É uma situação recorrente em escolas da rede pública, salas super lotadas, com até o dobro de sua capacidade de alunos.

Isso serve para mostrar que, mesmo em questões básicas, como assegurar o distanciamento entre as carteiras dos alunos, essas escolas não possuem essa condição.

Além disso, há várias outras questões. Escolas que não conseguem assegurar a devida higienização das salas, dos alimentos, dos profissionais.

Escolas particulares sofreram um forte arrombo em suas finanças. Foram milhares de alunos que trancaram suas matrículas.

Seja por um lado, ou por outro, apesar dos diferentes desafios impostos, a realidade é que, na rede pública e na particular, é inviável pensar em retorno de 100%. Ao menos enquanto a pandemia perdurar.

5 – As regras para volta às aulas valem para escolas públicas e particulares?

 

Depende do que está previsto em lei municipal.

A volta às aulas em 2021 perpassa por três autoridades. O Governo Federal, os governos estaduais e os governos municipais.

Ao final, quem dá a última palavra é o município. Ele escolhe aderir (ou não) ao apresentado pelos governos do estado e Federal.

Neste sentido, a rede particular possui maior flexibilidade para decidir (se o município der abertura para escolher). Por exemplo, inúmeras faculdades particulares já retornaram suas atividades presenciais, mesmo com capacidade reduzida.

Assim, enquanto a pandemia não chegar ao fim, continuar a se ter essa diferença entre escolas públicas e particulares.

Enquanto cada escola da rede municipal atende e responde ao município, as redes particulares podem (repare ser uma possibilidade) ter autonomia para fazer escolhas. A rede estadual responde diretamente ao governo de cada estado.

Se, por exemplo, o governo do estado de São Paulo publicar um decreto admitindo o retorno das aulas para escolas públicas e particulares; porém o município de São Paulo não adere a esse decreto, ele possui autonomia e autoridade para isto.

Em outro exemplo, o município de São Paulo publica um decreto, admitindo o retorno presencial obrigatório a todas as escolas (públicas e particulares), assim, deverão todos fazerem o retorno.

O importante neste tópico é compreender que a responsabilidade é do município. Desse modo, mantenha-se atento as novidades e decretos publicados pela prefeitura de sua cidade. Elas darão as diretrizes finais sobre a volta às aulas em 2021.


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